Gato laranja sentado perto da janela esperando um lar

Onde adotar cachorro e gato em BH: o guia completo

Em 2025, o programa AdotaBH, da Prefeitura de Belo Horizonte, ajudou 307 animais a encontrar um novo lar. É muito — e ainda é pouco perto da quantidade de cães e gatos que esperam por uma família na cidade. O problema, muitas vezes, não é falta de gente querendo adotar cachorro em BH: é que os anúncios estão espalhados por grupos de WhatsApp, páginas de ONGs, classificados e perfis de protetores, e fica difícil saber por onde começar.

Este guia junta, em um só lugar, onde adotar em Belo Horizonte, o que preparar antes e como fazer uma adoção segura.

Antes de procurar: esse é o momento certo?

Adotar é um compromisso de 10 a 15 anos (às vezes mais). Antes de se apaixonar por uma foto, converse com quem mora com você e responda com sinceridade:

  • Tempo: quem vai passear, brincar e cuidar no dia a dia? Cães, principalmente filhotes, precisam de rotina.
  • Espaço: a casa ou o apartamento comporta um animal desse porte? Janelas e sacadas têm tela (essencial para gatos)?
  • Custos: ração, vacinas, vermífugo, antipulgas, consultas e imprevistos entram no orçamento todo mês.
  • Quem já mora aí: há outros animais, crianças pequenas ou alguém com alergia?
  • Férias e mudanças: quem cuida dele quando você viajar?

A própria Prefeitura resume bem: nunca adote por impulso, e sim de forma consciente e planejada.

Onde adotar em Belo Horizonte

1. AdotaBH, o site de adoção da Prefeitura

O AdotaBH reúne animais de ONGs, protetores independentes, moradores e órgãos da Prefeitura, como o Centro de Controle de Zoonoses. Você filtra por espécie, sexo e castração, vê fotos e informações (se é vacinado, vermifugado e castrado) e usa o botão “Quero adotar” para chegar ao responsável. Os anúncios passam por análise da Gerência de Defesa dos Animais antes de entrar no ar, e venda ou troca são proibidas.

2. Centro de Controle de Zoonoses (CCZ)

O CCZ fica no bairro São Bernardo e recebe animais recolhidos das ruas. Antes de irem para adoção, eles são cuidados e, segundo a Prefeitura, castrados, vermifugados, vacinados e microchipados. Os animais do CCZ aparecem no AdotaBH e nas feiras. Confira telefones e horário de atendimento atualizados na página do AdotaBH antes de ir.

3. Feiras de adoção

A Prefeitura promove feiras do AdotaBH ao longo do ano, às vezes com parceiros — em janeiro de 2026, por exemplo, houve uma feira com cerca de 40 cães e gatos na esplanada da Arena MRV. ONGs também fazem feiras em pet shops e shoppings, geralmente aos sábados. Feira é ótima para conhecer o animal pessoalmente e conversar com quem cuidou dele. Para saber das próximas, acompanhe as notícias da Prefeitura e as redes das ONGs da cidade.

4. ONGs e protetores independentes

Boa parte dos animais resgatados em BH está com ONGs e protetores que cuidam deles em lares temporários. Eles conhecem o temperamento de cada bicho e costumam fazer uma conversa (às vezes um questionário) para garantir que a adoção dê certo — não leve a mal: é cuidado com o animal. Algumas ONGs pedem uma contribuição para ajudar a cobrir castração e vacinas; isso deve ser combinado com transparência, pessoalmente e com recibo.

5. Classificados e grupos — com atenção

Sites de classificados e grupos de WhatsApp têm muitos anúncios de “doação”, mas é onde mais aparecem problemas: filhotes “de raça” doados mediante “taxa”, pedidos de Pix para frete, animais que não existem. Se usar esses canais, siga as dicas de segurança abaixo.

No BichosNet, a seção Adoção reúne anúncios de tutores, protetores e ONGs com fotos, espécie, idade e bairro, e qualquer pessoa pode ver os bichos em bichosnet.com/adocao sem precisar de conta. Para falar com quem está doando, basta entrar — assim todo contato tem um perfil por trás, e os anúncios suspeitos podem ser denunciados. Protetor ou ONG? Publique seus bichinhos lá também: é gratuito e o link do anúncio pode ser compartilhado no WhatsApp.

Como fazer uma adoção segura

  • Conheça o animal antes: visite, veja como ele reage a você e, se possível, à sua família.
  • Desconfie de pressa e de Pix antecipado: ninguém sério cobra “taxa” para segurar um animal que você nunca viu.
  • Encontro em lugar público e movimentado, acompanhado.
  • Peça o histórico: vacinas, vermífugo, castração, microchip e qualquer problema de saúde.
  • Assine um termo de adoção. O AdotaBH disponibiliza um modelo que pode ser usado por qualquer pessoa — ele registra quem entrega, quem adota e o que foi combinado (como devolução, se não der certo).

Os primeiros dias em casa

  • Prepare cama, comedouro, água e um cantinho tranquilo antes de ele chegar. Para gatos, a caixa de areia já no lugar.
  • Dê tempo para a adaptação: é normal o animal ficar escondido, comer pouco ou chorar nos primeiros dias.
  • Apresente outros animais da casa aos poucos, sempre supervisionando.
  • Marque uma consulta com o veterinário na primeira semana e organize o calendário de vacinas e vermífugo.
  • Coloque uma plaquinha de identificação com seu telefone na coleira desde o primeiro dia — é quando a fuga é mais comum.

Dica: no BichosNet, você cria um perfil para o seu pet e usa a Agenda de cuidados para lembrar vacinas, vermífugo e consultas, com a carteira de vacinação pronta para imprimir.

Pronto para adotar?

Comece pelo AdotaBH e pelas feiras da Prefeitura, converse com as ONGs e veja também os bichos que estão esperando por você no BichosNet. E se você conhece alguém que precisa doar um animal, mostre este guia: quanto mais concentrados os anúncios, mais fácil para cada bichinho ser encontrado.

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